Mostrando postagens com marcador Entfremdung — classe capitalista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entfremdung — classe capitalista. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

domingo, 25 de abril de 2021

Trabalho e sujeito revolucionário no debate contemporâneo

O curso Trabalho e sujeito revolucionário no debate contemporâneo foi disponibilizado por Efrain Macial e Silva, que editou as aulas em nove partes. Aqui estão a Parte 8 e a Parte 9, onde, por fim, emerge a análise das classes sociais no modo de produção capitalista e, junto a isso, a questão do operariado no mundo contemporâneo.

 
 
 

por Sergio Lessa
UFRN/2006
= = =

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Poemas sobre a classe operária: Exploração, Palavra Maldita


Exploração, palavra maldita
Paulo Ayres

Lemos várias coisas no jornal liberal
Inflação, futebol, congresso e dengue
Sempre alguém reclama de corrupção
E ninguém fala da raiz do perrengue

Todo burguês gosta de jogar conversa fora
Mas experimenta tocar na ferida, faz favor
Se xingado de mil nomes ele não se apavora,
Experimenta chamá-lo de agente explorador

Exploração: seja escrava, servil ou assalariada
Podemos esquecê-la e ficar falando dos efeitos
Porém sempre que nos sufocar essa vida errada,
Pensaremos se é possível viver de outro jeito

Palavrinha ausente na mídia e no senso comum
No fundo, todo mundo sente e percebe o que é
Quando o operário entende o motivo do jejum
Esse termo entra no vocabulário durante o café
= = =

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Poemas sobre a classe operária: Acordo e Aperto


Acordo e aperto
Paulo Ayres

As mãos que apertam o parafuso
as mãos que contam a fortuna
não são idênticas.

Os dedos que apontam de lá
os pés que sabem onde apertam
juntos e paralelos.

O acordo dos patrões aperta quem não está perto
e já que a corda arrebenta do lado de cá,
os parafusos espanam.
= = =

Um governo que semeia a morte dos trabalhadores



Depois de tentar colocar em dúvida mais um assassinato cometido contra indígenas que lutam por seu direito de viver com dignidade e de acordo com sua cultura na terra em que habitam, depois de comemorar o assassinato de um jovem trabalhador morto nos porões da ditadura militar, Bolsonaro anuncia a essência de seu projeto: acabar com todas as regras, leis e normas que impeçam o Capital de aumentar ainda mais a exploração e a carnificina contra a classe trabalhadora.

O presidente imbecil funcional e servil aos interesses da burguesia, tenta com suas declarações esconder a essência de seu projeto, que é combater a luta dos trabalhadores contra as consequências de uma sociedade dividida em classes. A fala de Bolsonaro na terça-feira dia 30/07, em que diz que a luta de classes é mais do que ser homo ou hetero, nordestino ou sulino, branco ou preto, tenta camuflar o que de fato é a luta de classes que escancara a existência de uma parcela muito pequena da sociedade que se farta com a riqueza produzida através da exploração e da miséria da maioria dos seres humanos.

A essência da fala de Bolsonaro está em tentar ressignificar o que é de fato a luta de classes. Com o discurso hipócrita que é muito difícil ser patrão no Brasil, o governo quer acabar de vez com qualquer norma, lei e regra que impeça os patrões de ampliar o ataque contra os trabalhadores em seus direitos e suas vidas.

Bolsonaro tenta acabar com as fiscalizações das condições de trabalho no campo e na cidade, através de grandes alterações nas Normas Regulamentadoras (NR’S) que tratam sobre segurança e saúde nos locais de trabalho. Para ele, trabalhadores rurais não têm direito nem à banheiro, se tiverem que suprir suas necessidades fisiológicas, que as façam no mato. Para ele, os trabalhadores que trabalham submetidos às duras condições de trabalho nas fábricas tendo sugada sua saúde e vida não têm do que reclamar. Para esse governo, quem tem que reclamar são os patrões, que são obrigados a pagar multas, indenizações ou entregar suas propriedades por terem submetido a dignidade dos trabalhadores aos seus interesses, por terem submetidos a saúde e vida de seres humanos à sua ganância por mais lucros.

As alterações que o governo quer fazer nas Normas Regulamentadoras que tratam sobre segurança e saúde do trabalho vão desde liberar a abertura de empresas sem fiscalização, passando pela alteração das normas de segurança em máquinas e equipamentos até o fim da punição a empresários que impõem trabalho análogo a escravidão.

Na semana em que escancarou ainda mais o ser repugnante que é, Bolsonaro, além de substituir a maioria dos membros da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e saudar a ditadura militar, afirmou que quer legalizar o garimpo e negligenciar o assassinado de indígenas. Esse governo atenta contra os direitos e vida dos trabalhadores ao tentar acabar com o pouco que resta de fiscalização dos ambientes de trabalho e, se torna mais do que cúmplice: convivente com a carnificina contra a vida dos trabalhadores provocadas pelas condições de trabalho imposta pelo Capital.
= = =

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Poemas sobre a classe operária: O Operariado de Porto dos Milagres


O operariado de Porto dos Milagres
Paulo Ayres

O pescador tem novo senhor
Joga rede de assalariamento
Um coronel tão conspirador
Faz desse litoral um lamento

O bem do mar não é mágico
Trágico seria esperar Iemanjá
Não guiará nem como cigana
Nessa rede em rédea curta
= = =

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Poemas sobre a classe operária: Ofensiva Feroz


Ofensiva feroz
Paulo Ayres

Ofensiva feroz do capital
faço bem, colho mal.

Mal coloco o pé na faixa e o mercado acelera
já era
morro nos desmontes.

Mal lembro quem sou e a fábrica me desmonta
quimera
morro acelerado.

Além de morrer em vida
minha ferida não cicatrizará
não me aposentarei.
= = =

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Poemas sobre a classe operária: O Operariado de Serro Azul


O operariado de Serro Azul
Paulo Ayres

Fonte de casa milagre não faz
Para reformar um casarão inteiro
Só a força de trabalho é capaz
Contrata a magia dos pedreiros

Entre capitalistas sedentos
e comportamento de seita,
Aceita ou surta na seca
como a primeira-dama.
= = =

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Poemas sobre classe operária: Quem Não Planta Colhe Lucro


Quem não planta colhe lucro
Paulo Ayres

Teve um período da minha vida
que eu acreditava em final feliz
sempre fui uma mulher sofrida
minhas mãos são pura cicatriz

Eita, colheita maldita!
Sou plantação que colhe plantação

É tudo tão absurdo e ninguém se espanta
Quem não planta colhe
Quem não planta colhe lucro
= = =