Haikai proletário CLVIII
Paulo Ayres
Entrei de gaiato no navio
Fabriquei esta escotilha
Ninguém me viu
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quinta-feira, 6 de maio de 2021
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CLVIII
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Poemas sobre a classe operária: Estaleiro
Estaleiro
Paulo Ayres
A classe à deriva é a coisa mais ativa que existe
Faz navios, mas nos mares não navega
Carrega o mundo nas costas
E fica a ver navios
Está no estaleiro
Estranhando
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terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário DXCVII
Haikai proletário DXCVII
Paulo Ayres
Navio é feito com teleologia
Iceberg e primeira classe
Operário não cria
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segunda-feira, 8 de maio de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CCXXXI
Haikai proletário CCXXXI
Paulo Ayres
No meio do caminho do gelo
Surge o teleológico Titanic
E seu proletário selo
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Poemas sobre a classe operária: Doulos da Polis Moderna
Paulo Ayres
Somos nós que fazemos os rocamboles da panificadora Alfa.
Somos nós que fabricamos as motocicletas off-road Beta.
Somos nós que fazemos as camisetas do Vasco da Gama.
Somos nós que produzimos os aviões e uniformes da Delta.
Somos nós que construímos cada andar do Hotel Épsilon.
Somos nós que encapamos a rodagem dos pneus Zeta.
Somos nós que filtramos sua água potável através da ETA.
Somos nós que fazemos enxergar as câmeras Ricoh Theta.
Somos nós que enchemos os tambores de silicone Iota.
Somos nós que fabricamos o espírito esportivo da Kappa.
Somos nós que produzimos os sinais da sonda lambda.
Somos nós que construímos esta ponte larga do rio Mu.
Somos nós que fazemos a máquina que capta o méson phi.
Somos nós que produzimos aquele barco de Life of Pi.
Somos nós que fazemos o inseticida para o Agrotis ípsilon.
Somos nós que criamos estes pingentes de cruz tau.
Somos nós que geramos as corvetas da Classe Sigma.
Somos nós que colocamos para rodar o Chevrolet Omega.
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