N° 85, maio/junho, 2024
Todo apoio a greve da educação pública federal!
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domingo, 28 de abril de 2024
O PODER POPULAR: Edição LXXXV
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
O PODER POPULAR: Edição LXXXIII
N° 83, janeiro/fevereiro, 2024
Organizar a luta popular em 2024!
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terça-feira, 31 de outubro de 2023
sexta-feira, 3 de março de 2023
O PODER POPULAR: Edição LXXIII
N° 73, março, 2023
Aumento imediato do salário mínimo: quem tem fome, tem pressa!
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
Presidente chino Xi Jinping se reúne con su homólogo laosiano, Thongloun Sisoulith
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domingo, 27 de novembro de 2022
Xi Jinping sostiene una conversación con el presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel
CGTN en Español
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terça-feira, 1 de novembro de 2022
Xi Jinping: Deseo sinceramente prosperidad y felicidad a China y Vietnam
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sexta-feira, 25 de março de 2022
Centenário PCB: Ato Público
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
FDIM: 76 anos nas lutas anticapitalistas e anti-imperialistas!
O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro vem saudar os 76 anos da Federação Democrática Internacional das Mulheres ( FDIM ). A federação surgiu em Paris em 1945, em um congresso no Palácio de Mutualidade, com participação de oitocentos e cinquenta mulheres de 40 países, as “irmãs da resistência”. Suas pautas principais eram a luta contra o fascismo e as consequências da segunda guerra mundial, pela a paz e pela igualdade de direitos entre homens e mulheres no trabalho, na educação e no acesso aos direitos sociais.
A FDIM sempre esteve presente nas lutas anti – imperialistas, anticoloniais e anticapitalistas no mundo. Logo nos primeiros anos de sua existência, sua sede precisou ser mudada da França devido à forte campanha da sua presidente, a comunista Eugenié Cotton, contra a postura colonial da França diante do Vietnã.
Durante as lutas anticoloniais na África, a FDIM atuou ativamente no Conselho Consultivo da ONU e da UNESCO contra a colonização europeia. Nas décadas de 1950 – 70 muitas mulheres da FDIM foram para a Ásia e África, principalmente com o apoio soviético, para missões de solidariedade aos processos revolucionários. Em 1954, a organização esteve na apuração dos crimes cometidos pelos EUA e Coréia do Sul contra a Coréia do Norte.
A revista Mulheres do Mundo Inteiro, editada desde 1961 e traduzida em seis idiomas, foi um importante espaço de luta e organização das mulheres no mundo. Durante as ditaduras militares na América Latina, várias exiladas conseguiram trabalhar e denunciar os crimes da ditadura através da escrita nesse periódico. Ana Montenegro, militante do Partido Comunista Brasileiro, foi redatora da revista entre 1964 e 1979. Essa atividade possibilitou à nossa camarada inspiradora viajar pela Ásia, África, Europa e América Latina, participar das lutas anti coloniais de Angola, Cabo Verde e Moçambique e em eventos no Chile, durante o governo Allende.
Hoje a FDIM tem mais de 200 organizações filiadas nos cinco continentes. Defendemos a autodeterminação dos povos e nos mantemos nas lutas contra o capitalismo, o imperialismo, o patriarcado, a misoginia, racismo e a LGBTfobia. Contra o extermínio de milhares de vidas nas guerras de rapina, na exploração do trabalho, com a destruição ambiental e com o avanço sobre os direitos sociais. A pandemia de COVID 19, que já matou mais de 5 milhões de pessoas, é produto desse modo destrutivo de vida. A violência contra as mulheres é reforçada e parte intrínseca desse sistema.
Por isso reiteramos e construímos as lutas anticapitalistas, anti-imperialistas, anti-heteropatriarcais e antirracistas encabeçadas pela a FDIM!
Viva os 76 anos de lutas da Federação Democrática Internacional de Mulheres e ao internacionalismo proletário!
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Filiado à Federação Democrática Internacional de Mulheres
01 de dezembro de 2021
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Referências:
[1] Resolución Aprobada en el XVI Congresso de la FDIM. BOGOTA, 17 DE SEPTIEMBRE DEL 2016= = =
[2] FLORES, Fernanda. A atuação da Federação Democrática Internacional de Mulheres em Cuba (1960 – 1980). Acesso em: https://www.encontro2020.pe.anpuh.org/resources/anais/22/anpuh-pe-eeh2020/1600708617_ARQUIVO_cb3a308419cbbd9b7589ae9ab213f5ce.pdf
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
quinta-feira, 1 de julho de 2021
100 Anos do Partido Comunista Chinês: L'Internationale
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sexta-feira, 4 de junho de 2021
sexta-feira, 20 de março de 2020
A luta anticolonial na Alemanha pré-nazista
Em 8 de dezembro de 1929, na Alexanderplatz, em Berlim, a União dos Alunos da Escola Socialista organizou uma manifestação anticolonial, contra a xenofobia nacionalista. Fazia parte dos constantes eventos anticoloniais organizados pela esquerda na Alemanha, sob influência da Internacional Comunista (Comintern). O segundo orador do evento foi Joseph Ekwe Bilé, de Douala (Camarões), que foi entusiasticamente recebido pelo público. Bilé denunciou a brutalidade do regime colonial alemão em Camarões, e os abusos e maus-tratos sofridos por pessoas de origem africana no mundo.
Isso chamou a atenção das autoridades alemãs para suas atividades de propaganda. Os alemães esperavam um dia recuperar seus antigos domínios coloniais e, por isso, as denúncias de Bilé não eram bem-vindas – e provocaram uma discussão séria sobre sua deportação.
Para Theodor Seitz – o presidente da Sociedade Colonial Alemã que fora governador dos Camarões e fanático colonialista –, a agitação política de Bilé era sintomática de um perigo premente. Seitz argumentou: “Estou convencido de que, sob as atuais condições econômicas, os nativos que ainda se encontram na Alemanha cairão completamente sob o fascínio do comunismo”.
Suas suspeitas tinham fundamento. Várias semanas antes, Bilé e outros camaroneses formaram um grupo anticolonial apoiado pelo Comintern chamado Liga para a Defesa da Raça Negra (LzVN).
O tema deste artigo é a carreira política de Joseph Bilé, para destacar aspectos do ativismo político dos africanos que viviam na Alemanha (particularmente Berlim) no final dos anos 1920. Examina a criação da LzVN e vários exemplos da atividade política de seus membros, incluindo o notável projeto teatral criado pelo grupo em 1930. Destaca a presença de africanos alemães em redes transnacionais mais amplas de anticolonialistas. E antirracistas, muitas vezes em conexão com o Comintern, e redes do internacionalismo negro.
“Encalhado” na Europa
Bilé era um dos cerca de 250 a 500 residentes negros, com seus filhos nascidos na Alemanha, que viviam em Berlim no final da década de 1920, a grande maioria dos quais tinha raízes nas antigas colônias alemãs – a maioria de Camarões, outros do Togo ou da antiga África Oriental Alemã (atuais Tanzânia, Burundi e Ruanda).
Como a esmagadora maioria, Bilé chegou à Alemanha antes de 1914. Era filho do influente comerciante James Bilé a M´bule e, com o irmão mais velho Robert Ebolo e a irmã Esther Sike, foi enviado por seus pais para estudar na Alemanha, como dezenas de crianças de famílias da elite de Camarões e do Togo, mandadas para estudar na Alemanha Imperial.
Bilé frequentou a escola técnica em Hildburghausen, na Turíngia, de 1912 a 1914, e se tornou engenheiro civil. Seus irmãos voltaram a Douala antes da 1ª Grande Guerra; mas Bilé e vários outros africanos foram impedido de voltar. Ficou “encalhado” na Europa como resultado da guerra e do processo de paz que despojou a Alemanha de seu império ultramarino; suas colônias ficaram sob novos mandatários, principalmente franceses e britânicos, que impediram a volta dos africanos das antigas colônias alemãs.
Agora, sem poder sair da Europa, depois de servir brevemente no exército alemão durante a guerra, Bilé, como muitos contemporâneos africanos, lutou para encontrar um emprego estável. Mudou-se da Prússia Oriental para Berlim, Viena e de volta para Berlim na década de 1920. Foi nesse contexto de agravamento da crise econômica no final de 1920 e crescimento do preconceito racial que surgiu a Liga para a Defesa da Raça Negra (LzVN), com apoio do Comintern.
Sua criação pode ser vista como parte da história mais longa do protesto anticolonial entre os africanos que viviam na Alemanha, entre os quais se desenvolveu a consciência antirracista a partir de experiências pessoais com o colonialismo real, e a vivência na Alemanha submetidos à discriminação. Os exemplos incluíram o ativismo pré-1914 dos homens de Douala como Alfred Bell e Mpundu Akwa, que criaram a Associação do Bem-Estar Africano, em Hamburgo em 1918, com a participação de Bilé.
No imediato pós-guerra, enviaram à Assembleia Nacional alemã, em Weimar, uma petição, de um grupo de africanos liderado pelo camaronês Martin Dibobe, pela renegociação da relação entre Camarões e Alemanha, pela independência de Camarões e pela ajuda a seu desenvolvimento. A petição não teve resposta, mas um grupo de camaronenses – entre eles Bilé – encontrou uma nova saída para o ativismo na LzVN.
Organização internacionalista
Desde o início a LzVN estava sob influência do Comintern e de redes mais amplas do internacionalismo negro. O militante sudanês Tiemoko Garan Kouyaté participou da fundação da LzVN , e foi seu dirigente em Paris. Ele se esforçou para juntar-se a uma rede de ativistas africanos na Europa; estava também em correspondência com um número de proeminentes intelectuais negros, incluindo W.E.B. du Bois e Marcus Garvey.
Kouyaté tinha ganhado provavelmente o acesso aos africanos em Berlim, como o influente organizador e propagandista comunista Willi Münzenberg, que, na década de 1920, ajudou a tornar a cidade um centro-chave do ativismo anticolonial, com apoio do Comintern. Münzenberg liderou também a Liga Contra o Imperialismo, uma organização de frente com ampla base, sediada em Berlim. Ele procurou ativamente fazer contato com a luta anticolonial na Europa; os laços com a população negra alemã já existiam desde 1926.
Evidências sugerem que o contato entre grupos comunistas e negros alemães poderia ter surgido ainda mais cedo. Em 1919, o camaronense Wilhelm Makube (de Douala) foi preso ao chegar a Salzburgo, acusado de participar uma organização comunista alemã. Anos depois, em 1924 o africano Josef Mambo foi ferido quando a polícia abriu fogo em Berlim contra manifestantes comunistas nas comemorações do 1º de maio.
O que se sabe sobre a LzVN? A filiação a ela foi aberta a todos os negros, e suas esposas brancas, refletindo o internacionalismo da organização, e a diversidade da população negra alemã. Um relatório elaborado por Bilé, que era secretário da LzVN, sugere que havia cerca de 30 membros, incluindo várias mulheres. A maioria era de Camarões, mas havia também outros de Togo e de outras partes de África Ocidental.
A maioria era de Berlim, onde o escritório da LzVN ficava na sede da Liga Contra o Imperialismo, de Münzenberg, cujo endereço, na Friedrichstrasse 24, era um centro de reuniões para muitos cidadãos alemães e estrangeiros, colocando diversos grupos de ativistas em contato e possibilitando a colaboração e o intercâmbio entre eles.
A formação da LzVN resultou de preocupações diversas: havia a influência revolucionária do Comintern, a perspectiva internacionalista negra de Kouyaté e as demais preocupações do dia a dia dos africanos. Entre outras coisas, salientou a necessidade de unidade entre os trabalhadores brancos e negros em todo o mundo, o chamado para a independência dos Estados africanos, a defesa da independência da Libéria e da Etiópia, a libertação dos afro-americanos, e o incentivo aos negros alemães a se juntarem à luta sindical. Além disso, os membros deveriam dar apoio moral e material uns aos outros em tempos de doença e desemprego, ecoando iniciativas de auto-ajuda anteriores dos alemães negros.
Muito pouco se sabe sobre a atividade política da LzVN. Seus membros estavam ativamente engajados na troca de informações entre a Alemanha e a África, contrabandeando material de propaganda em cartas particulares para amigos e parentes na costa oeste da África. De fato, as autoridades coloniais francesas expressaram a preocupação, no início da década de 1930, de que literatura anticolonial e cópias do jornal comunista, Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), chegavam a Douala e eram enviados para o interior.
Teatro
Além disso, membros da LzVN participavam de encontros políticos organizados por grupos ligados ao Comintern. Talvez o exemplo mais intrigante de ativismo, no entanto, seja aquele sobe o qual menos se sabe. Em janeiro de 1930 o jornal Baltimore Afro-American, nos EUA, chamou atenção para a criação de um “teatro racial” em Berlim, anunciado por Victor Bell, presidente da LzVN – um anúncio que sugere outras conexões transnacionais da população negra da Alemanha. Na verdade, foi em grande parte através de jornais afro-americanos, alemães e austríacos que se pode pelo menos tentar reconstruir elementos deste projeto.
Não surpreende que os negros usassem o teatro e a atuação como formas de ativismo. A maioria optou pela atuação, no palco, no cinema ou no circo como forma de ganhar a vida. Inclusive Bilé, que encontrou trabalho para atuar em Viena, onde apareceu ao lado de Josephine Baker, e também atuou como dançarino no show Apollo? Nur Apollo!, no Teatro Apollo. Em Berlim, em março de 1930, compartilhou o palco do Deutsches Künstlertheater (Teatro de Arte Alemão), com Paul Robeson para a primeira apresentação alemã (em inglês) da peça O Imperador Jones, de Eugene O’Neill.
De acordo com vários relatos, seu colega, o ator Mpessa, mais conhecido seu nome artístico de Louis Brody, esteve por trás dessas atuações. Sua intenção era criar um show que desafiasse os clichês da África e representações discriminatórias de pessoas negras. O espetáculo de Brody, Sonnenaufgang im Morgenland (Nascer do sol no Oriente), apresentou a história e a cultura negras com a intenção de mostrar que os negros eram tão “bons, maus, engraçados e capazes” como os brancos europeus.
A primeira parte do espetáculo, realizado parcialmente numa língua bantu não especificada, girou em torno de 1880 para se referir criticamente ao impacto do colonialismo na África, partir de uma perspectiva africana. A segunda parte, passada no tempo presente, foi apresentada em francês, inglês e alemão. O show tinha 30 artistas negros, três brancos, e incluiu uma orquestra de jazz.
Esperava recrutar artistas negros dos EUA e ter financiamento do grupo de Kouyaté em Paris, mas parece que isso não ocorreu. Todos os adereços e figurinos foram feitos pelos próprios artistas negros, enquanto um artista de Berlim ajudou com o design dos sets. Embora os ensaios tenham começado no início de 1930, foi só em dezembro que Sunrise in the Orient estreou no salão de baile Kliems em Hasenheide, Neukölln: um local com fortes ligações com o movimento dos trabalhadores.
O número de vezes que foi encenado e como foi recebido pelo público de Berlim permanece em grande parte desconhecido, embora tenha chamado uma atenção indesejada: o jornal nazista Völkischer Beobachter publicou um artigo difamando-o, surpreso com a apresentação em Berlim de uma peça de teatro centrada na cultura africana.
É difícil acreditar que Bilé não estaria envolvido neste projeto. Ao mesmo tempo, ao longo de 1930, ele emergiu como a figura mais influente da LzVN, atraído por círculos de libertação mais amplos, anticoloniais e negros. Em julho, representou a LzVN na primeira conferência internacional de trabalhadores negros, e as evidências sugerem que esteve envolvido em sua organização. A conferência de três dias foi convocada pelo Comitê Sindical Internacional de trabalhadores negros (ITUCNW), que fora criado dois anos antes e representou a institucionalização do compromisso do Comintern de mobilizar e lutar pela liberdade dos trabalhadores negros em todo o mundo.
Essa importante conferência foi realizada em Hamburgo e reuniu alguns dos mais proeminentes ativistas negros no movimento anticolonial, como o afro-americano James Ford e George Padmore, de Trinidad, que se tornou mentor de Bilé. Em Hamburgo, Bilé fez um pronunciamento sobre a exploração europeia de Camarões, que mais tarde foi publicado no jornal do ITUCNW. A conferência resultou em demandas políticas pela igualdade para os africanos e o direito de autodeterminação e a criação de Estados africanos independentes. Bilé, com outros militantes, viajou em seguida para Moscou, para participar do 5º Congresso da União Internacional de Comércio e para comemorar a criação da ITUCNW.
De volta a Berlim, Bilé participou de discussões sobre futuras atividades comunistas na África. Como sinal adicional de sua crescente influência, era cada vez mais ativo como agitador político – como um líder do agit-prop, entre outras coisas. Ao lado de outros membros do LzVN, Victor Bell e Hermann Ngange, ele foi escolhido como instrutor político e participou de cursos de propaganda no Deutsche Hochschule für Politik (Colégio Alemão de Política) em Berlim e na Marxistische Arbeiterschule (Escola Marxista de Trabalhadores), com a participação de Hermann Duncker, do Partido Comunista da Alemanha (KPD).
Ao final de 1930 Bilé se filiou ao KPD. Foi particularmente ativo na campanha de Scottsboro do Comintern, uma campanha na Europa para evitar a execução, na cadeira elétrica, no Alabama (EUA), de nove afro-americanos, falsamente acusados de estupro.
Na universidade em Moscou
Aligação entre Bilé e Padmore ajudou a torná-lo um orador-chave numa série de manifestações, muitas vezes em Berlim, onde frequentemente falou para audiências de até 1.500 pessoas. Essa plataforma política deu-lhe a oportunidade de desafiar os estereótipos sobre os negros que prevaleciam na Alemanha, bem como condenar a prática de linchamentos de negros nos EUA. Deu voz também voz às queixas dos africanos, tanto na Alemanha como na África.
Ele denunciou a brutalidade do governo colonial alemão – consciente das esperanças nacionalistas de que a Alemanha recuperasse as antigas colônias – e cobrou as missões cristãs por não agir contra essa brutalidade. As autoridades coloniais francesas igualmente acompanhavam suas críticas – que se dirigiam a todas as formas de colonialismo. ecoando as demandas vindas de Camarões em busca da independência. Estas atividades políticas o levaram à prisão por duas vezes.
Enquanto Bilé estava cada vez mais envolvido na agitação do Comintern, a LzVN cada vez mais foi vítima de ataques. Em parte por causa das tensões postas sobre seus membros por sua situação financeira e social terrível na Alemanha, que levou a intrigas e ciúmes. Padmore sugeriu fechar a LzVN e definir sobre a tentativa de resgatar Bilé de sua situação. Em consonância com os esforços do Comintern para expandir sua base de apoio entre os trabalhadores africanos e na África, ele argumentou que Bilé seria enviado a Moscou para treinamento e trabalho futuro em Camarões.
No verão 1932, Bilé chegou a Moscou para frequentar a Universidade comunista, onde, sob o pseudônimo de Charles Morris, fez parte da seção 9, de língua inglesa, dedicada aos africanos. Durante sua estada de 18 meses, foi colega de curso do futuro presidente do Quênia, Jomo Kenyatta, e entrou em contato com um número de africanos e afro-americanos influentes, todos igualmente parte das redes transnacionais de atividade política africana. Fez vários cursos, em teoria política e econômica, focalizando temas como a economia soviética, o leninismo e o materialismo dialético, sobre partido a história da União Soviética.
Seus professores se dividiam na avaliação sobre ele. Para uns, era um “nacionalista ardente”. Para outros, ele evitava emaranhados nacionalistas. Alguns reclamaram que era muito burguês ou ainda muito alemão, tendo passado muito tempo na Europa. No entanto, concordaram que era um estudante modelo e totalmente confiável politicamente. Uma breve visão sobre sua experiência em Moscou é dada por uma carta de janeiro de 1933. Bilé ao lado de treze outros protestaram sobre representações ofensivas de africanos produzidas nos palcos em Moscou e em livros escolares russos.
Em fevereiro de 1934, depois de completar seu treinamento, Bilé deixou Moscou e foi para Paris. Recebeu uma carta de referência para se filiar ao Partido Comunista Francês. Em Paris, ele era pobre, sem documentos, e não tinha esperança de voltar para a Alemanha, onde tinha deixado uma filha e todas os seus bens.
Durante seu tempo em Moscou, o contexto da política internacionalista e anticolonial negra na Europa (e em Camarões) havia mudado. Na Alemanha, após a tomada do poder pelos nazistas, o movimento anticolonial do Comintern foi apagado; a Liga Contra o Imperialismo, de Münzenberg, foi fechada; Padmore tinha sido forçado a fugir; e o LzVN também fechou. Seu presidente, Victor Bell, parece ter sido “convidado” para discutir o futuro da LzVN na nazista Horst-Wessel-Haus, em Berlim, no início de 1933. Enquanto isso, os mentores de Bilé, Kouyaté e Padmore, romperam com o Comintern, que havia se voltado para a colaboração com os poderes ocidentais para combater a ameaça nazista.
Durante vários anos, Bilé manifestou o desejo de voltar a Camarões, principalmente por razões familiares, mas suas ligações políticas tornaram isso impossível. Depois que se afastou do comunismo, as autoridades coloniais francesas permitiram sua volta, em 1935. Em Douala, retirou-se em grande parte da vida política, iniciou uma família e trabalhou como arquiteto. Joseph Ekwe Bilé morreu em 1959, menos de um ano antes de Camarões se tornar independente.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
O MCB retoma a iniciativa frente à brutal contraofensiva imperialista
Nunca antes nossa razão de ser foi tão relevante e necessária: contribuir para libertar a Pátria Latino-Americana-Caribenha da opressão imperialista e da voracidade do grande capital, e também acompanhar as lutas similares dos povos de outros continentes. É urgente dar um salto qualitativo nas ações das diversas correntes populares e revolucionárias e dos movimentos sociais que fazem parte do nosso Movimento Bolivariano Continental (MCB).
É urgente reativar as energias, expandir as forças e impulsionar as ações do MCB. Tanto o intenso e feroz contra-ataque do imperialismo, particularmente dos Estados Unidos e seus aliados em escala regional e global, como a crescente indignação e renovada disposição combativa dos povos atacados exigem essa determinação. Não podemos permanecer passivos ou hesitar diante das agressões sofridas pelos povos e Estados nacionais: golpes duros e “suaves”, terrorismo de Estado, promoção da desestabilização sedentária e do caos, guerras não convencionais de várias intensidades, híbridas, de quarta e quinta geração, pilhagem de suas riquezas, neofascismo, anulação de sua soberania, imposições neoliberais e ultraneoliberais e processos drásticos de recolonização.
É encorajador, ao mesmo tempo, que não haja rendição a este ataque destrutivo onde o recuo foi consumado ou onde se pretende impor o recuo. Os povos e suas vanguardas populares, revolucionários, trabalhadoras, camponesas e comunais resistem e lutam, acumulam novas experiências e forças para retomar a ofensiva insurgente com maior profundidade e projeção estratégica.
Os povos da Venezuela, Cuba, Coréia, Bolívia, Nicarágua, juntamente com seus governos, defendem galhardamente as suas conquistas e assumem sem hesitação a defesa de sua soberania e autodeterminação. A Colômbia resiste contra o ressurgimento do terrorismo de Estado, vítima de um acordo de paz traído, e contra as bases militares e contingentes de soldados gringos que sustentam a opressão. Na Argentina, no Brasil, em Honduras, no Haiti, no Paraguai, em Porto Rico e na República Dominicana, cresce a indignação contra as oligarquias mafiosas e seus governos corruptos e entreguistas.
Em todo o continente, as máfias empresariais, políticas e militares enfrentam um crescimento impactante da demanda popular pelo fim da corrupção e da impunidade. Avalanches migratórias recorrentes de massas empobrecidas desafiam a opulência das classes dominantes locais e das elites imperiais, e sua crueldade repressiva.
Rebeldias semelhantes e resistências heroicas ocorrem em outras latitudes do planeta e, especialmente, onde a chamada guerra antiterrorista global, implantada pelas potências capitalistas mais terroristas da história recente causou genocídios atrozes: Palestina, Síria, Líbia, Iêmen, Curdistão, Ucrânia, enquanto a camisa-de-força do capital financeiro sobrepõe-se à soberania de não poucos estados europeus e empobrece amplos setores populares e da classe trabalhadora.
Neste contexto regional e global, o MCB opta por reagrupar e realinhar suas forças, expandir suas fileiras e retomar a ofensiva popular revolucionária, para reativar suas estruturas de massa, políticas e orgânicas em todos os países, abrindo as portas para incorporações novas e nutridas.
Exortamos a todas as organizações políticas populares e movimentos sociais revolucionários que mobilizem suas fileiras, pratiquem a unidade de ação, promovam e acompanhem a torrente de rebeliões de todas as forças anti-imperialistas, anticapitalistas e antioligárquicas para assumir em unidade esse transcendente e inadiável compromisso.
Não há motivo para conciliar. Não há espaço para a genuflexão reformista. É hora de fertilizar a luta libertadora em defesa da humanidade, da natureza e do planeta Terra. Não há razões para abandonar ou renunciar a nenhuma forma ou modalidade de luta, e sim muitas para serem combinadas junto a todas as indignações, rebeldias e libertações.
É anti-histórico e inaceitável desistir da luta de classes e de libertação nacional. A emancipação nacional está necessariamente ligada indissociavelmente à emancipação social.
Em Bolívar e Che nos encontramos todos e todas!
Pela Pátria Grande e pelo Socialismo!
Até a vitória, sempre!
Narciso Isa Conde – Coordenador da Presidência Coletiva do Movimento Continental Bolivariano= = =
Carlos Casanueva Troncoso – Secretário Executivo – Diretoria Geral do Movimento Continental Bolivariano
Caracas, agosto de 2019
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Sobre a crise migratória na América do Norte
As Juventudes Comunistas da América, abaixo assinadas, declaram:
1. A nossa total solidariedade com todos os jovens e suas famílias que foram forçados a emigrar de seus países devido ao capitalismo e suas consequências. Mês a mês, milhares de jovens centro-americanos e mexicanos são forçados a arriscar suas vidas fugindo da miséria, desemprego, tráfico de drogas e repressão do Estado. Isto leva a uma situação desumana em que migrantes acabam mortos no Rio Usumacinta ou no Rio Grande, desaparecem e são sequestrados pelos cartéis durante o seu trânsito ou detidos pela Guarda Nacional do México ou pela Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos. Um dos casos mais trágicos e emblemáticos é o do salvadorenho Alberto Martínez, que, aos 25 anos de idade, morreu afogado com seu bebê enquanto tentava atravessar o Rio Grande. Aqueles que conseguem superar esse inferno entram em outro nos Estados Unidos e no Canadá, enfrentando uma dura exploração sem direitos trabalhistas, são perseguidos e em muitos casos vivem na sombra com medo de serem deportados para seus países.
2. Nossa rejeição à política imperialista que se materializa nos Tratados de Livre Comércio, como o NAFTA-TMEC ou o CAFTA, que estabelecem a livre circulação de capital e bens, mas eles bloqueiam a mobilidade da força de trabalho. Sob esta política, o valor da força de trabalho é pressionado para baixo tanto nos países remetentes quanto nos países receptores de migrantes e aguçam a divisão da classe trabalhadora.
3. Nosso combate e oposição à xenofobia, ao racismo, ao chauvinismo que é impulsionado por algumas forças políticas de nossos respectivos países, com o objetivo de dividir a classe trabalhadora e favorecer as alianças e interesses dos capitalistas. Para combater essa ideologia dizemos aos jovens de nossos países: a classe trabalhadora é internacional! Nossos aliados são os setores de trabalhadores jovens, camponeses e populares, independentemente de sua nacionalidade, apontando que o inimigo a derrotar é a burguesia e o imperialismo.
4. Denunciamos o imperialismo norte-americano e seu atual representante, Donald Trump, com seu ataque atual contra os migrantes. As deportações e detenções aumentaram, levando ao ponto de separar as crianças de suas famílias e enjaulá-las como animais. Sua fala xenófoba que acusa os migrantes de serem criminosos tem como objetivo principal evitar a união de trabalhadores americanos, independentemente de sua condição migratória. O governo dos EUA não pretende conter a migração, mas apenas mantê-la na ilegalidade, nas sombras e em todas as oportunidades diminuir o valor da força de trabalho, para aumentar os lucros dos capitalistas, que são os que dão suporte ao seu governo.
5. Denunciamos a política de imigração do atual governo mexicano, dirigida por López Obrador, que vem progressivamente cedendo à chantagem da administração Trump, curvando-se em favor da burguesia mexicana exportadora, diante da ameaça de imposição de tarifas, usando migrantes como moeda. Além disso, o governo de Obrador destacou forças militares, sob o papel timbrado da Guarda Nacional, para conter e caçar migrantes da América Central que tentam atravessar o país, aumentando as deportações significativamente e limitando a liberdade de trânsito com barreiras em todo o país, para verificar o status de imigração. Com isso, o atual governo do México está transformando este país no novo Muro almejado por Trump e pelo imperialismo norte-americano.
Denunciamos também o papel da burguesia e dos governos centro-americanos na crise de migração, particularmente da Guatemala, El Salvador e Honduras. Altos níveis de corrupção e repressão estatal reforçam a tendência para a migração causada pela exploração capitalista. Além disso, eles fazem acordos com o imperialismo dos EUA para restringir a emigração de seus países, como o acordo de “terceiro país seguro”, assinado pelo Governo da Guatemala, o que facilita a expulsão de hondurenhos e salvadorenhos que tentam solicitar asilo nos Estados Unidos.
6. As juventudes comunistas signatárias reconhecem a necessidade de aumentar nossas trocas na análise das condições que atingem a nossa juventude na América, bem como a obrigação que temos de empreender atividades, dias de luta que apontem para uma coordenação voltada a combater o imperialismo como um estágio superior de desenvolvimento capitalista, e contrapor a este, com a saída revolucionária, o socialismo/comunismo, como a verdadeira e única alternativa à barbárie.
- Juventude Comunista da Bolívia
- Liga da Juventude Comunista – Canadá
- União da Juventude Comunista – Brasil
- Juventude Comunista de El Salvador
- Juventude Comunista do Equador
- Liga da Juventude Comunista – Estados Unidos
- Juventude do Partido Guatemalteco do Trabalho
- Federação de Jovens Comunistas – México
- Juventude Comunista Paraguaia
- Juventude Comunista da Venezuela
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
Foro de SP em Caracas: fortalecer a luta de classes
O 25º Encontro do Fórum de São Paulo (FSP), que aconteceu de 25 a 28 de julho, em Caracas, mobilizou cerca de 200 partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do mundo, em tempos de incremento das ações intervencionistas agressivas do imperialismo dos EUA contra o processo bolivariano venezuelano e governos progressistas na região.
Oscar Figuera, secretário geral do Partido Comunista da Venezuela (PCV), disse que dezenas de organizações revolucionárias e comunistas de todos os continentes estavam presentes na capital da nação sul-americana para ratificar sua solidariedade ao povo venezuelano diante de medidas criminosas coercitivas que, por meio de ações econômicas, comerciais, financeiras e diplomáticas, a administração Trump impõe, assim como reforçar o apoio à luta patriótica e de classes que o PCV desenvolve.
Posições classistas e revolucionárias
O dirigente informou que o PCV está desenvolvendo uma agenda bilateral intensa com cerca de trinta partidos comunistas, assim como a Juventude Comunista da Venezuela (JCV) com organizações juvenis presentes, a Corrente Operária de Classe “Cruz Villegas” para a frente sindical, e também o Movimento das Mulheres «Clara Zetkin», a Corrente Classista Camponesa «Nicomedes Abreu», a Frente Popular Nacional Popular «Alberto Lovera», o Comitê de Solidariedade Internacional e Luta pela Paz (COSI) e o Instituto de Estudos Superiores « Bolívar-Marx »(IAEBM).
Os partidos, organizações e movimentos revolucionários expressaram grande interesse nas análises críticas do PCV, expressas na Comunicação do Birô Político ao Presidente Nicolás Maduro, consignada no Palácio de Miraflores em 10 de maio, bem como sobre as violações do Acordo Unitário PSUV-PCV, assinado em 26 de fevereiro de 2018 pelo próprio Maduro como compromissos para o apoio comunista à sua candidatura presidencial.
Nos dias que antecederam o início desta edição da FSP – a segunda que acontece em Caracas -, o PCV e outros partidos do Grande Pólo Patriótico “Simón Bolívar” assinaram o Manifesto de Caracas, no qual condensavam avaliações nacionais e internacionais e abordagens acordadas para apresentar ao 25º Encontro, mas adicionalmente, explicou Figuera, os comunistas venezuelanos estão trazendo suas “Propostas de Ação Revolucionária” para cada espaço.
O PCV, dentre estas propostas, enfatiza a defesa irrestrita dos direitos do povo trabalhador contra as políticas antipopulares aplicadas por qualquer governo, bem como a importância de assumir um plano continental de luta reivindicativa, política e cultural pela independência e libertação dos povos.
Nesse contexto, o Partido do Galo Vermelho apresenta a necessidade de promover uma Frente Anti-imperialista Internacional, ao mesmo tempo em que confirma que o socialismo – em bases científicas, de classe e revolucionárias – é a única alternativa para os povos diante da crise geral do capitalismo; para o que reivindica o direito dos povos de empregar todas as formas de luta de massas contra o imperialismo e as oligarquias.
Finalmente, consistente com o internacionalismo proletário, o PCV promove a constituição de Comitês pela liberdade do revolucionário colombiano Simón Trinidad, preso em cárceres dos EUA, e pelo repatriamento de Ilich Ramírez Sánchez, combatente venezuelano pela causa palestina, preso na França.
Presença combativa e proposta
O primeiro dia do 25º Encontro foi repleto de atividades políticas e de coordenação, a partir da reunião do Grupo de Trabalho do FSP, na qual participou uma delegação do Birô Político do PCV, liderada por Carolus Wimmer, secretário de Relações Internacionais, complementada por Yul Jabour e Héctor Alejo Rodríguez.
Posteriormente, foi realizada a segunda edição do “FSP – Diálogo com as Plataformas, Articulações e Redes do Movimento Social e Popular”, do qual participaram Elio Pimentel, chefe do Movimento Comunidade Popular, Eduardo Linárez, Secretário Nacional Agrário do Comitê Central do PCV, e Gabriel Aguirre, secretário geral do COSI, contribuindo para a elaboração de um plano comum de luta.
À tarde realizou-se em «Encontro de Centros de Estudos e Escolas de Formação Política», com a presença de membros do Birô Político Carlos Ojeda Falcón, secretário nacional de Ideologia, e Carlos Lazo, diretor de Pesquisa da IAEBM, intercambiando sobre a planificação de estratégias e iniciativas que visem ao fortalecimento dos espaços e mecanismos para a socialização das diferentes experiências e propostas que, a partir do viés teórico e metodológico, contribuem para os processos de formação política e ideológica.
Simultaneamente, a Juventude Comunista da Venezuela apresentou um contingente de propostas voltadas ao desenvolvimento político e organizacional para dar continuidade à campanha internacional de solidariedade “Imperialismo: Mãos fora da Venezuela!”, com as diferentes organizações de jovens que visitam o país.
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terça-feira, 18 de junho de 2019
Imperialismo: mãos fora da Venezuela!
Hoje, enquanto as contradições do imperialismo estão se aprofundando e expondo os povos a novas ameaças e novos perigos, a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) insiste na luta contínua dos jovens contra o imperialismo, por uma sociedade de paz, progresso social e justiça, com o fim de toda a exploração.
Esta situação está se intensificando em todas as regiões de diferentes maneiras. Na América Latina, os Estados Unidos e seus aliados, juntamente com a União Europeia, têm objetivos óbvios. Os interesses imperialistas de dominar e saquear os recursos da América Latina e do Caribe são claramente mostrados e, por sua vez, expressos pela interferência sistemática, apoiada por uma brutal ofensiva ideológica, principalmente através da mídia capitalista.
Neste contexto, a República Bolivariana da Venezuela tem estado no epicentro do ataque. Além de buscar controlar os recursos energéticos e a posição geoestratégica do país, que sempre foi o principal objetivo dos imperialistas, eles querem deixar claro que não aceitam o direito dos povos de escolher seu próprio caminho de desenvolvimento ao largo de seus interesses hegemônicos. A intensificação da agressão econômica e o enorme apoio à direita e aos grupos fascistas pelos Estados Unidos são um ataque aberto ao povo da Venezuela.
Denunciamos as ameaças e tentativas de violação à soberania da Venezuela, bem como a recusa em reconhecer o legítimo presidente Nicolás Maduro Moros. Reafirmamos nosso apoio ao povo da Venezuela em sua luta pela salvaguarda da soberania, independência, estabilidade da paz e desenvolvimento do país.
Pelas razões acima mencionadas, o Conselho Geral da Federação Mundial da Juventude Democrática tomou a decisão de lançar uma campanha de solidariedade na data histórica de 14 de junho, o aniversário do Comandante Ernesto Che Guevara, sob o título “Imperialismo: Tire as mãos da Venezuela!” Nestas circunstâncias, é muito importante estar ciente de todos os ataques sujos do imperialismo na Venezuela. É importante que todas as pessoas progressistas, democráticas e amantes da paz denunciem os ataques cruéis dos imperialistas. Num mundo de injustiça, a solidariedade é a arma dos povos!
Queridos Camaradas:
Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD)
Recebam uma saudação afetuosa e combativa do Comitê Executivo Nacional da Juventude Comunista da Venezuela (JCV) e de toda a nossa sociedade, para a realização da campanha de solidariedade internacional “Imperialismo: Mãos Fora da Venezuela!”, promovida pela Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) com o objetivo de denunciar a interferência do imperialismo nos assuntos do povo venezuelano.
Para a JCV, o desenvolvimento desta campanha significa um novo impulso para o combate da juventude venezuelana, que incansavelmente luta pela libertação nacional e para aprofundar a perspectiva revolucionária do processo bolivariano.
O cenário político venezuelano é complexa: o agravamento da interferência do imperialismo norte-americano, a aplicação de medidas coercitivas unilaterais contra a Venezuela, a promoção pelo governo dos EUA de violência fascista, frequentes ameaças de intervenção militar e o não reconhecimento da institucionalidade democrática eleita pelo povo venezuelano são fatores que ameaçam o futuro e a estabilidade do processo bolivariano.
A JCV agradece a solidariedade que a FMJD promove para com o povo venezuelano e também reitera a sua vontade de continuar aprofundando os laços de amizade e fraternidade revolucionárias contra o capitalismo.
A combatividade das nossas organizações demonstra que conquistar uma sociedade socialista não é um caminho fácil, é cheio de complexidades, mas citando Che Guevara: “Se o presente é de luta, o futuro será nosso”, está em nossas mãos lutar pelo socialismo, a autêntica esperança para os jovens que lutamos para libertar a classe trabalhadora da opressão capitalista.
Defendamos a soberania e as conquistas populares!
Imperialismo: Mãos fora da Venezuela!
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[0] Tradução: PCB
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quarta-feira, 1 de maio de 2019
UNIDADE CLASSISTA: A riqueza pertence àqueles que a produzem!
A Federação Sindical Mundial (FSM), em nome dos seus 97 milhões de membros em 130 países dos cinco continentes, saúda a comemoração dos trabalhadores do 1° de maio de 2019 com o tema: A riqueza pertence àqueles que a produzem!
Saudamos os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo e seu papel insubstituível na produção de todos os bens e serviços necessários para satisfazer as necessidades contemporâneas dos povos de todo o mundo. Honramos a história da classe trabalhadora mundial, a importante luta dos trabalhadores de Chicago no maio de 1886 que lutaram e conquistaram a jornada de trabalho de 8 horas, sacrificando sua própria vida.
O movimento sindical classista, por meio das orientações da Federação Sindical Mundial, segue firmemente suas lutas com as reivindicações pela melhoria substancial das condições de trabalho e qualidade de vida dos trabalhadores e das camadas populares pobres.
Nas condições atuais, quando 1% da população possui mais de 80% da riqueza produzida, enquanto que 4,5 bilhões de pessoas vivem na pobreza e na miséria, os trabalhadores e trabalhadoras reivindicam tudo o que produziram para que se coloque um ponto final na injustiça e desigualdade!
Nos países da África, Ásia e América Latina, os monopólios exploram seus recursos de riqueza extraordinários, dando “migalhas” para o povo. Os antagonismos entre os estados imperialistas poderosos continuam gerando tensões, zonas de guerra e feridas abertas nos países onde, pelos
últimos anos se organizaram intervenções, guerras, bombardeios e a criação de “legiões” de pessoas desterradas, refugiadas e imigrantes.
Mesmo nos chamados países desenvolvidos, segue em curso um golpe contra os salários e pensões, as conquistas históricas dos trabalhadores e trabalhadoras em nome da crise econômica capitalista, pela manutenção do lucro dos grandes grupos e monopólios. A pobreza, o desemprego e a insegurança continuam aumentando, os serviços de saúde e bem-estar social seguem diminuindo, os governos estão tentando limitar a ação do movimento sindical classista por meio de uma brutal repressão, com obstáculos dificultando a ação sindical e o direito à greve.
A Federação Sindical Mundial convoca seus filiados, seus amigos e trabalhadores de todo o mundo a manter elevada a bandeira das lutas históricas dos povos e organizar a greve do 1° de maio desse ano da maneira que ela mereça comemorar o dia da classe trabalhadora mundial. Contra as falsas teorias dos empregadores, governos e das direções sindicais corruptas que afirmam que as greves, as reivindicações e as ações dos sindicatos foram superadas, de modo que possam servir melhor aos interesses do grande capital.
Com marchas e greves massivas por todas as partes, com as bandeiras e os lemas da FSM que expressam a unidade classista e a solidariedade internacionalista. Com lemas por um trabalho fixo e pleno para todos e todas, com aumentos nos salários e pensões, com serviços de saúde e educação gratuitos e de alta qualidade para os trabalhadores e suas famílias. Pela defesa dos direitos dos jovens e das mulheres da classe trabalhadora.
Pela paz, pelo fim das ingerências estrangeiras nos assuntos internos dos países, pelo direito dos povos decidirem por si sobre o seu presente e seu futuro.
Para esmagar o racismo, o fascismo, a xenofobia que se nutre e se fortalece no campo da exploração capitalista. Pela unidade de todos os trabalhadores. Pelo fim das guerras imperialistas baseadas nos interesses de uma minoria que explora o suor dos trabalhadores e o derramamento do sangue dos povos.
Pelo fim da exploração capitalista, por uma sociedade com verdadeira justiça e igualdade, onde a riqueza pertence àqueles que a produzem, os trabalhadores e trabalhadoras, a força motriz de todo o progresso e das conquistas da humanidade.
Desde o primeiro momento da sua fundação e pelos 74 anos da sua trajetória e ação, a FSM segue com passo firme ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo; dessa forma, expressa, com o motivo do 1° de maio de 2019, sua solidariedade com os povos da Venezuela, Cuba, Palestina, Síria, Iêmen e Líbia.
Seguiremos de maneira inequívoca nossas lutas com o fim de que essas se fortaleçam mediante novas iniciativas, ações e mobilizações! Com internacionalismo e solidariedade.
Continuemos o esforço pelo fortalecimento dos sindicatos militantes com novos filiados, com jovens e mulheres, reforçando a identidade classista e a unidade de classe de todos os trabalhadores.
Desmascarando o papel sujo dos reformistas e dos burocratas corruptos que convertem os sindicatos em serviçais da burguesia.
Viva a comemoração dos trabalhadores no 1° de maio!
A riqueza pertence àqueles que a produzem!
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CCCXXXI
Paulo Ayres
A imigração é o fato bruto
Operários não têm pátria
Tomate é um fruto
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sábado, 29 de abril de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CCXXV
Paulo Ayres
Protesto desigual e combinado
Se o capital é transnacional
É também o proletariado
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