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sexta-feira, 30 de abril de 2021
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CLXXIV
Haikai proletário CLXXIV
Paulo Ayres
A demanda de torta de jamón
Depende é do operariado
Barril sem producción
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quinta-feira, 23 de maio de 2019
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário DCC
Haikai proletário DCC
Paulo Ayres
Dois seres mortos no abate
O gado sem teleologia
Vida sem combate
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário DCXIV
Haikai proletário DCXIV
Paulo Ayres
Sentir na carne é conosco
Frigorífico faz e leva
Um corte tosco
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CCXCIII
Haikai proletário CCXCIII
Paulo Ayres
Época estranha de inversão
Frango pendurado vive
Operária no grilhão
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sábado, 18 de março de 2017
Pomeas sobre a classe operária: Haikai Proletário CXCVIII
Haikai proletário CXCVIII
Paulo Ayres
Enchido de valor em expansão
Fábrica de salsichas cria
A de ensino não
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sexta-feira, 17 de março de 2017
Poemas sobre a classe operária: Sadia
Sadia
Paulo Ayres
Lequetreque é censurado
Calado, um sorriso publicitário
Dá um caldo, espinhela caída
Uma Marina Joyce na televisão.
Help me!
José da Silva é auto-mutilado
Cortando na própria carne
Abatido operário no abate
Um Johnny Depp na produção
I am not complete!
A indústria mói vidas todos os dias
Carne humana, carne animal
Carne podre, carne sadia
Carne Friboi, carne Perdigão
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CLXXVI
Haikai proletário CLXXVI
Paulo Ayres
É curiosa a cor do salmão
A maioria que a embala
Não a vê na refeição
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sábado, 1 de outubro de 2016
Poemas sobre a classe operária: E Eu Cansado de Ser II
E eu cansado de ser II
Paulo Ayres
Melhor uma Pompeia honesta, mas que não parece,
Ou uma Pompeia desonesta, que aparenta honestidade?
Na minha idade, tanto faz como tanto fez
Lavo minhas mãos sobre isso e coloco luvas amarelas
Há tanta carne fresca e fraca na esteira para cortar
Na minha cidade, tanto isso quanto aquilo
Tu pareces o samurai malandro
Usando a espada de versos e cortando o ar
Aqui eu não fatio afoitamente feito tu
O lado a lado é solitário no frigorífico
O relógio da Senhorita Peregrine
Tu dizes que cansou de parecer uma figura estranha
E eu cansado de ser
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[0] "E Eu Cansado de Ser I" é uma canção do 5 a Seco.
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segunda-feira, 18 de julho de 2016
sábado, 12 de março de 2016
Poemas sobre a classe operária: Granja
Granja
Paulo Ayres
Galinha
Cacareja, mas é trabalho morto
É senciente, mas capital constante
Adiante, é capital assado
Galinha
Máquina de botar ovo na granja
Ou é canja, quando se desgasta
Casta de ave a penar
Ovo
Por mais que tenha a gema dourada
Avaliada como um pequeno ouro
Tirado do couro de alguns humanos
Funcionário
É o trabalho vivo dentro da granja
Arranja um jeito de valorizar o ovo
E o povo põe a fama no galináceo
Patrão
Uma peça totalmente descartável
Lucra em cima de couros e penas
Cenas dos bastidores da cartela de ovos
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