Mostrando postagens com marcador indústria da carne. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indústria da carne. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de março de 2017

Poemas sobre a classe operária: Sadia


Sadia
Paulo Ayres

Lequetreque é censurado
Calado, um sorriso publicitário
Dá um caldo, espinhela caída
Uma Marina Joyce na televisão.
Help me!

José da Silva é auto-mutilado
Cortando na própria carne
Abatido operário no abate
Um Johnny Depp na produção
I am not complete!

A indústria mói vidas todos os dias
Carne humana, carne animal
Carne podre, carne sadia
Carne Friboi, carne Perdigão
= = =

sábado, 1 de outubro de 2016

Poemas sobre a classe operária: E Eu Cansado de Ser II


E eu cansado de ser II
Paulo Ayres

Melhor uma Pompeia honesta, mas que não parece,
Ou uma Pompeia desonesta, que aparenta honestidade?
Na minha idade, tanto faz como tanto fez
Lavo minhas mãos sobre isso e coloco luvas amarelas
Há tanta carne fresca e fraca na esteira para cortar
Na minha cidade, tanto isso quanto aquilo

Tu pareces o samurai malandro
Usando a espada de versos e cortando o ar
Aqui eu não fatio afoitamente feito tu
O lado a lado é solitário no frigorífico
O relógio da Senhorita Peregrine

Tu dizes que cansou de parecer uma figura estranha
E eu cansado de ser

= = =
[0] "E Eu Cansado de Ser I" é uma canção do 5 a Seco.
= = =

segunda-feira, 18 de julho de 2016

sábado, 12 de março de 2016

Poemas sobre a classe operária: Granja


Granja
Paulo Ayres

Galinha
Cacareja, mas é trabalho morto
É senciente, mas capital constante
Adiante, é capital assado

Galinha
Máquina de botar ovo na granja
Ou é canja, quando se desgasta
Casta de ave a penar

Ovo
Por mais que tenha a gema dourada
Avaliada como um pequeno ouro
Tirado do couro de alguns humanos

Funcionário
É o trabalho vivo dentro da granja
Arranja um jeito de valorizar o ovo
E o povo põe a fama no galináceo

Patrão
Uma peça totalmente descartável
Lucra em cima de couros e penas
Cenas dos bastidores da cartela de ovos
= = =