Mostrando postagens com marcador indústria do vestuário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indústria do vestuário. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Poemas sobre a classe operária: Esforço Repetitivo


Esforço repetitivo
Paulo Ayres

São tantos boletos
Um pouco de litrão
A soma dos catetos
Teorema de burrão

Gilete na parede
Aumento de volume
Sextou com sede
Segunda é o chorume

Tirou a lingerie
Sala meio escura
O movimento por ali
Máquina de costura

Conjunto feminino
Salário por peça
Quase um destino
O corpo tem pressa
= = =

domingo, 2 de março de 2025

Poemas sobre a classe operária: Blocos Concretos e Festivos


 
Blocos Concretos e Festivos
Paulo Ayres

Por trás de cada fantasia
Preenchendo cada fotografia
Vestuário do trabalho primário

Cada estatueta foi moldada
Adereço festivo não vem do nada
Paisagens da geografia humana

Entre vestidos de gala
E entre salas secretas
Entretenimento feito pela mão,
Entretanto, mãos operárias
Entrelaçadas com a beleza
evitam o entristecimento

Ainda estou aqui
Vendo o palco da Sapucaí
E pinguins em Los Angeles

Ainda espero a subida
E se a arte imita a vida
Nesse calor do cão,
a premiação é uma incógnita

Em cada bloco há beleza
Mas a estrela acesa está no bastidor
Mesmo com o ultraje a rigor,
Pacola escreve história
= = =

sexta-feira, 14 de maio de 2021

segunda-feira, 10 de maio de 2021

quinta-feira, 6 de maio de 2021

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Poemas sobre a classe operária: Agulha Hipodérmica


Agulha hipodérmica
Paulo Ayres

Na máquina de costura
sem perder a compostura
um dia dura setenta e oito horas.

Na máquina de costura
sem achar a minha cura
a doença me consome por agora.

Agonia na ágora de escravos
agonia na ágora
agonia e mais-valia.

Letargia no leito de escravos
espeta o dedo na roca
e continua a fiar, fiar, fiar...
= = =

domingo, 8 de outubro de 2017