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domingo, 19 de maio de 2019
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário DCXCVI
Haikai proletário DCXCVI
Paulo Ayres
Quando a árvore toca o chão
É causalidade explorada
E posta alienação
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quarta-feira, 24 de abril de 2019
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário DCLXXVI
Haikai proletário DCLXXVI
Paulo Ayres
Árvore não é uma tora
Essa não tem raízes
Operário escora
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segunda-feira, 15 de abril de 2019
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário DCLXIX
Haikai proletário DCLXIX
Paulo Ayres
Seringueira engole o choro
Vem a terapia operária
Desabafo e desaforo
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CDXVIII
Haikai proletário CDXVIII
Paulo Ayres
Madeira dá em árvore sim
Mas a madeireira não
Oriento a um fim
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CCCLIV
Haikai proletário CCCLIV
Paulo Ayres
Este esporte me explora
Não é mais indígena
A corrida de tora
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domingo, 23 de abril de 2017
Poemas sobre a classe operária: Fordlândia
Fordlândia
Paulo Ayres
Lá no Bar do Canhão,
o clássico do sertanejo pop no aparelho de som
o country pop num novo single ditando o tom
o mesmo arranjo industrial
Lá na cidade fantasma,
a linda e desamparada jovem viúva do Oestea cafetina sem donzelice de Santana do Agreste
não são muito diferentes.
Lá na beira do Rio Tapajós,
os limpadores de para-brisa não dão em seringueiras
o calor amazônico enferrujou as exploratórias esteiras
bater em retirada.
Centro-western do Pará
operários de pele vermelha, negra, branca e parda
a exploração tarda, mas não falha.
Centro-western do Pará
operários de pele vermelha, negra, branca e parda
a exploração tarda, mas não faliu
apenas mudou de lugar.
O que sempre quebra é o teto proletário.
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sábado, 11 de março de 2017
Poemas sobre a classe operária: Mademoiselle Madeireira
Mademoiselle Madeireira
Paulo Ayres
Eu, calibre da produção destrutiva
Eucalipto na Galícia se cultiva
A saliva e a seiva
Tu, comprador de móveis usados
Troncor, a alma do cedro cortado
A saliva não sacia
O Monsiuer Capital a esputar
Espanta-pássaros, espanta gente, esparadrapo no caule
A Mademoiselle Madeireira
A concubina que combina as peças do vestuário
É cor de mogno
Nos cabelos dos seus trabalhadores
No plantio, na extração, na tratamento
na modelagem e no acabamento.
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quinta-feira, 9 de junho de 2016
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário XLVII
Haikai proletário XLVII
Paulo Ayres
Que azar, bata na madeira
Operários extrativistas
Corte de primeira
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terça-feira, 29 de março de 2016
Poemas sobre a classe operária: Papel em Branco
Papel em branco
Paulo Ayres
Numa singela e direta aprendizagem
Trabalhadores e matéria-prima
Cada folha branca traz uma mensagem
Muitos cadernos esperando um desenho
Assim como escreve e rabisca o estudante
A encadernação aumentou alguns centavos
O serviçário do escritório imprime bastante
Antes de você assinar aquela folha ali
Implicitamente há as assinaturas de operários
Tanta coisa para anotar nesse mundo
E poucos notam a presença de proletários
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