Haikai proletário CVIII
Paulo Ayres
Não faz o que dá na telha
E operário não é gene
Não é abelha
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segunda-feira, 26 de abril de 2021
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CVIII
quinta-feira, 7 de março de 2019
Poemas sobre a classe operária: Pepsi Twist
Pepsi Twist
Paulo Ayres
Agora na fábrica há uma máquina de refrigerantes
feita em outra fábrica
lotada de latas
vindas de outra fábrica
construída por pedreiros
com tijolos da olaria Travessa
via transportador
Sebastião Souza Carvalho
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sábado, 16 de fevereiro de 2019
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário DCXXII
Haikai proletário DCXXII
Paulo Ayres
Antes do céu estrelado
Operário te abençoa
Forra o telhado
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quarta-feira, 23 de agosto de 2017
sábado, 24 de junho de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CCLVII
Haikai proletário CCLVII
Paulo Ayres
Valorizo a argila na olaria
E quem modela quem?
Somos mercadorias
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sábado, 8 de abril de 2017
Poemas sobre a classe operária: Censo Industrial
Censo industrial
Carlos Drummond de AndradeQue fabricas tu?
Fabrico chapéu
feito de indaiá.
Que fabricas tu?
Queijo, requeijão.
Que fabricas tu?
Faço pão-de-queijo.
Que fabricas tu?
Bolo de feijão.
Que fabricas tu?
Geleia da branca
e também da preta.
Que fabricas tu?
Curtidor de couro.
Que fabricas tu?
Fabrico selim,
fabrico silhão
só de sola d’anta.
Que fabricas tu?
Eu faço cabresto,
barbicacho e loro.
Que fabricas tu?
Toco uma olaria.
Que fabricas tu?
Santinho de barro.
Que fabricas tu?
Fabrico melado.
Que fabricas tu?
Eu faço garapa.
Que fabricas tu?
Fabrico restilo.
Que fabricas tu?
Sou da rapadura.
Que fabricas tu?
Fabrico purgante.
Que fabricas tu?
Eu torro café.
Que fabricas tu?
Ferradura e cravo.
Que fabricas tu?
Panela de barro.
Que fabricas tu?
Eu fabrico lenha
furtada no pasto.
Que fabricas tu?
Gaiola de arame.
Que fabricas tu?
Fabrico mundéu.
Que fabricas tu?
Bola envenenada
de matar cachorro.
Que fabricas tu?
Faço pau-de-fogo.
Que fabricas tu?
Facão e punhal
de sangrar capado.
Que fabricas tu?
Caixão de defunto.
Que fabricas tu?
Fabrico defunto
na dobra do morro.
Que fabricas tu?
Não fabrico. Assisto
às fabricações.
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terça-feira, 14 de março de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CXCVI
Haikai proletário CXCVI
Paulo Ayres
É tijolo ou peça de Lego
Nós sopramos os dois
Vento não é cego
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domingo, 12 de fevereiro de 2017
Poemas sobre a classe operária: Haikai Proletário CLXXXI
Haikai proletário CLXXXI
Paulo Ayres
Vaso ruim quebra também
Até a operária em cacos
Esfacela em vaivém
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