quarta-feira, 15 de março de 2017
Poemas sobre a classe operária: Calendário Juliano
Calendário juliano
Paulo Ayres
Não é lenda
Está no calendário
Há cem anos, o operário tomou o estado
O gigante gelado foi domado
Não é mito
Está documentado
Há cem anos, a operária ecoou sua voz
Para nós, sobrou a saudade
Hoje, no Brasil temeroso
Pioraram a presidência e a previdência
Então, pararam pela própria sobrevivência
serviçários e proletários
Este canto do canarinho foi modesto
Porém, protesto sempre pode aumentar
É líquido inflamável, falta o isqueiro
E ainda é fevereiro no calendário juliano!
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