Paulo Ayres
Hora de guardar o facão
Virar a galão d'água
Companheiros
O calor cospe, a testa sua
E a lua logo brilhará
Deu o horário, operário
Pausa na exploração
Pausa na exploração
A plantação fica para trás
Canas pelo chão
Canelas esticadas
Morremos vivendo
Vida de operário
Salário não é vida
O patrão lucra, o ônibus lota
E a rota comercial de gado
Outro dia, nova agonia
Volta a exploração
Volta a exploração
Hora de reluzir o facão
Encher o galão d'água
Companheiros
Vida de operário
Salário não é vida
= = =

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