terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Poemas sobre a classe operária: Maledicência


Maledicência
Paulo Ayres

Maldita peça, queimou meus dedos!
Maldita máquina não dá sossego!
Maldito carrasco, gritou comigo!
Maldita fila, é o cartão agora!
Mal vejo a hora de chegar em casa e ver a novela.
= = =

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