segunda-feira, 11 de março de 2019
Poemas sobre a classe operária: Do Alfinete Ao Avião
Do alfinete ao avião
Paulo Ayres
Então, do alfinete ao avião
não é mão invisível, é mão operária.
O fetichista perdeu a cabeça no palheiro
o frentista viu que falta papel no banheiro
veja por anda anda, veja quem te abastece
não há prece que faça essa coisa surgir.
A dentista anestesiada quer mais anestesia
a artista necessita de amarelo e cores frias
veja o que vem antes da poesia, veja lá
não há, não há pássaros de aço por aqui
Então, do alfinete ao avião
não é mão invisível, é mão operária.
= = =
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